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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fantasmas...


Acordo ainda a noite procurando teu rastro...
Lembro que quando subia as escadas te encontrava na sacada, olhando o luar, meus olhos se enchem.
Passo as mãos pelos móveis vazios onde antes suas coisas se espalhavam...
Eu adorava seus livros pela casa, mesmo quando astronomia nunca foi meu forte.
Encontrei aquele seu telescópio esquecido no sótão, subi no telhado, com medo, era mais seguro quando você podia me proteger, mirei nas estrelas mais altas e vi nossa constelação.
Cada canto da casa tem seu espirito pairando no ar.
A lembrança dos sucos de laranja de madrugada, os copos equilibrados no ar.
Procuro não pensar na saudade, mas os fantasmas me rodeiam.
Os amigos que recebemos, as conversas longas em frente a lareira.
Quando chegava de madrugada depois de dias sem me ver, tocava lentamente minhas costas...
Eu sempre senti sua presença a espreita cuidando de mim.
Eu sorria sozinha em frente ao espelho quando sabia que estava lá fora por trás dos vidros negros  do nosso quarto. 
E quando se foi demorei para entender que sua alma sempre estará aqui, mas seu corpo eu não poderei mais tocar.
Eu ainda sinto sua presença, mesmo que muito fraca, aprendi com o tempo desvendar teus mistérios.
Mas agora somos eu e os fantasmas nessa casa imensa que "criamos" juntos,
 inventamos cada pedra nesse lugar. 
Onde aprendi a voar! 
E hoje só as lembranças residem.
By:(P.)



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