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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Licença Felicidade.


Então eu me tornei mãe, passei por mais uma jornada em minha vida, 9 meses de espera, de ansiedade, de curiosidade e expectativas.
Um arco-iris lindo no céu e lá estava aquela pessoinha tão desprotegida, tão pequena e delicada. 
Com olhos enormes, observando tudo ao redor um chorinho breve e um rostinho perfeito. 
MINHA FILHA, o peso dessas duas palavras foi depositado em meus braços naquele instante. 
Aquela que vou cuidar e proteger por TODA a minha existência. 
A partir de agora estou usufruindo de um direito garantido por lei, "Licença maternidade", tenho certeza que esse termo foi criado por um homem, pois 8 dias após o tão esperado primeiro encontro estou vivendo a minha LICENÇA FELICIDADE, só agora com ela em meus braços sendo mãe de verdade sei como esse momento é magico. 
Cada segundo, cada suspiro, cada sorriso, cada piscadinha, banho com choro ou sem, cada vez que preciso levantar para trocar fralda, para dar mama, ou apenas para observá-la enquanto dorme tranquilamente é uma prova de que eu não poderia estar mais feliz com esse momento da minha vida. 
Ser MÃE mudou meu mundo, e eu quero viver intensamente cada experiência a partir de agora. 

Pricila Fontoura

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Um misto de tudo um pouco...


Eu só queria entender o que é isso que estou sentindo. 
A ansiedade que me toma, me faz pensar mil coisas ao mesmo tempo.
Eu leio uma informação após a outra, eu busco não me desesperar, mas é exatamente o oposto que acontece.
Eu estou radiante, eu estou feliz, eu acho que até então não sabia o quanto esse momento é mágico. 
A medida que as horas passam - e elas se arrastam nos últimos dias - eu me vejo mais apavorada. 
Eu sinto esse calor que vem de todos os lados, que vem mesmo quando a chuva lá fora está esfriando o dia. Eu sinto essa paixão por coisas tão simples, eu sinto essa vontade louca de sair movendo tudo e resolvendo todos os problemas do universo, e então me pego pensando apenas em deitar em meio a todos os travesseiros que tem me feito companhia dia e noite e ficar ali apenas observando o caminhar dos segundos lentamente no relógio. 
Eu me sinto forte e invencível, e morro de medo a todo instante que qualquer coisa por menor que seja possa dar errado, eu me desespero de imaginar e afasto os pensamentos negativos. 
Então eu me ocupo de observar pela milésima vez todas as pequenas coisinhas que tomaram conta da minha vida nos últimos 9 meses, são roupinhas, fraldinhas, paninhos de todos os tipos, sapatinhos, brinquedinhos, detalhes e mais detalhes, que minha imaginação se encarrega de preencher com uma pequena figura que eu já amo mais que minha própria vida. 
E conforme o dia vai se estendendo, eu rolo de um lado para outro na cama, eu leio um livro, eu escuto músicas, eu vejo filmes, e eu choro...
Choro porque me emociono, choro porque estou ansiosa, choro porque estou feliz, e porque estou sensível. 
Cheguei ao tão esperado momento, lá se foram 39 semanas de descobertas de aprendizado, de experiências cada uma única, não consegui seguir um padrão, fui o mais EU o possível. 
E agora cada dor me emociona, cada possibilidade de encontrar com a pessoinha que estou esperando, me deixa esperançosa e feliz. 
Não consigo decifrar o que sinto enfim, é um misto de tudo um pouco são todos os sentimentos, e todas as sensações que um corpo e uma alma podem experimentar de uma única vez.
Eu ainda não sei se já entendi que em poucos dias terei o maior bem que Deus poderia me dar em meus braços, talvez seja daqui algumas horas, ou ainda demore uns dias, enquanto isso meu turbilhão de emoções só aumenta! 

Pricila Fontoura
#Aliceinmylife 


Meu Ponto de vista errado.


Algumas pessoas, estão sempre inconformadas, não conseguem ver as coisas boas que lhes acontecem, não conseguem reconhecer as mudanças que a vida teve de um ponto de vista positivo.
Algumas pessoas sofrem a vida toda se penalizando e acreditando que o universo só conspira contra elas e que todos são capazes de carregar tamanha maldade a ponto de desejar o mal á elas.  
Algumas pessoas julgam cicatrizes externas como a maior dor que uma alma pode carregar, e sempre vão menosprezar o que qualquer um possa sentir.
As vezes as cicatrizes que mais doem são as que ninguém pode ver, que ficam entranhadas no mais fundo do ser, aquelas substituídas por piadas, disfarces e sorrisos forçados.
Aquelas escondidas de trás de fortalezas rachadas, cicatrizes que se ferem toda vez que cutucadas e de fato nunca fecham, ao contrario das superficiais que são como tatuagens que a vida nos dá, não causam dor por si sós, são lembranças das mudanças que a vida enfrenta. 
Algumas pessoas vão sempre ferir as pessoas erradas, valorizar as pessoas erradas, ver as coisas certas como erradas. Ter um ponto de vista certo demais para assumir os erros, e jogar ao vento palavras que não deveriam ser pronunciadas. 
Algumas pessoas só vão enxergar meu ponto de vista errado, e olha que eu demorei muito pra ver as coisas de outro jeito, e mesmo assim ainda ferida, ainda sangrando em silêncio, eu vou estar lá onde quer que seja sempre esperando que um dia não seja eu a "culpada" da conspiração universal. 

Pricila Fontoura

"A dor sempre é maior quando a pedra vem de onde menos se espera." 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Alice in my life... - 37 semanas e muita expectativa.


E um dia você se vê mudando... as roupas, os móveis, os planos, os horários, os sonhos;
E tudo tem um sentido maior. Nada mais é como antes, pois agora dentro de mim existe um serzinho que é TUDO pra mim.
Minha pequena Alice... 
Tenho tentado deixar tudo prontinho o mais perfeito possível para você chegar.
Nunca pensei que gastaria tanto dos meus dias imaginando como será nosso primeiro encontro, teu chorinho que vai marcar o dia mais importante da minha vida! 
Me pego às vezes pensando em como serão seus olhinhos, seu sorriso, como você vai ser, nos infinitos beijos que vou te dar e todos os abraços apertados. 
Estou contando os segundos para ter minha pequena em meus braços. 

___

Eu gostaria de compartilhar esse momento único, já são 37 semanas, ( 9 meses e 1 semana), a partir de agora tudo pode mudar a qualquer momento.
Minha pequena já está quase chegando e eu cada dia mais cheia de expectativas, eu nunca imaginei como seria esse momento, e só tenho uma coisa certa em minha vida agora, eu quero muito ter ela em meus braços para poder dizer o quanto eu a amo todos os dias enquanto eu existir! 


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Motivos para sorrir!


E hoje é aquele dia do ano em que me sinto especial apenas por respirar.

Hoje é o MEU dia 13. 
Lá se vão 27 aninhos, de existência, de rebeldia, de força, de sinceridade, de determinação, de sonhos, de confusão, 27 bolos depois eu só tenho uma coisa a dizer...



EU SOU FELIZ! EU ESTOU FELIZ! EU TENHO muitos MOTIVOS PARA SORRIR NESSE DIA!

Eu estou viva; Eu sou exatamente como eu quero ser; Em algum momento nesses últimos 27 anos eu deixei de me preocupar com a opinião alheia; Eu não tenho medos que me impeçam de viver; Eu sou adulta, como queria quando criança; E sou a criança que se orgulha dessa adulta; Eu AMO; Eu sou AMADA, de todas as formas que o amor pode existir. Eu já descobri que cabe dentro de mim um AMOR MAIOR que tudo. Nesse ano eu ganhei o melhor presente que DEUS poderia me dar. Eu realizo meus sonhos. Eu luto por tudo aquilo que quero E eu sempre consigo, no tempo certo. Eu dou risada sozinha e de mim; Eu tenho a melhor família do mundo. Eu tenho a melhor profissão do mundo. Eu faço da minha vida aquilo que escolhi fazer. Eu sou sonhadora e...
Hoje é MEU aniversário! Parabéns para mim! 
Bjos



sábado, 5 de setembro de 2015

Só sabe.


Você sabe que é amor quando você treme ao ouvir a voz do outro. quando minimas palavras te fazem explodir de emoção. quando até o que você julgava diferente tem graça e o que parecia esquisito é  a coisa mais fofa do mundo.
Você sabe que é amor quando a ausência não te faz esquecer o outro, mas sim amar mais. Quando mesmo sabendo que é  impossível acontecer você encontra forças para acreditar.
Você sabe que é verdadeiro quando tudo te faz querer fugir das lembranças mas até o abrir dos olhos no amanhecer te faz lembrar.
E quando todos ao redor parecem ter desistido da felicidade você ainda é feliz mesmo sozinho mesmo distante mesmo com a certeza que o dia pode nunca chegar, você ainda é  capaz de abrir um sorriso com os olhos brilhando porque sente que ainda sabe o que é amar. 
De tudo só sabe isso.
Pri Fontoura

sábado, 23 de maio de 2015

Sentindo.


Não são as emoções que me fazem pensar naquilo que jamais aconteceu.
São os pensamentos que me fazem recriar as emoções que eu nunca vivi.
Lembranças de uma saudade inexplicável de um jogo nunca acabado. 
E por mais que eu evite não relembrar, não me torturar, tudo ao meu redor me faz duvidar do que poderia ter acontecido se algum dia tivesse havido uma despedida! 
Nunca se disse adeus, nunca se disse até breve. Sempre há reticências no fim de cada pausa. 
Sempre ficam as lembranças, os pensamentos e as emoções remexidas de momentos inesquecíveis. 
Quem sabe seja só mais um desses tempos que a vida pede para que possamos crescer. 
Da próxima vez, e as outras talvez, eu já não seja a mesma por fora, as marcas serão mais fortes, as certezas mais intensas, e o único vestígio de que um dia eu estive aqui, será o brilho no meu olhar.

Pricila Fontoura

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O gosto da bolacha.


Era só uma noite comum, e eu precisei ir as pressas ao mercado comprar nem me lembro o que...
Entre as prateleiras, pensei: "-Que vontade de comer bolacha!"
Entrei naquele corredor enorme cheio de marcas, preços e sabores, e fui direto em um único espaço... Trakinas chocolate com morango. 
Passei pelo caixa, fui para o carro e antes de dar a partida abri o pacote.
Sai do estacionamento e assim que abri a bolacha com os dentes, tive que rir; (A criança tem 26 anos, compra bolacha para comer sozinha e ainda abre para tirar primeiro o recheio!)
Quando mordi a bolacha, não senti aquele gostinho simples e tradicional de chocolate ou morango.

Minha mente voltou 10 anos no tempo e me vi atravessando a rua em passos largos dividindo um pacote de bolacha Trakinas exatamente da mesma que comia naquele instante, e uma garrafa de Coca (que há 2 anos e meio não sei que gosto tem), itens esses comprados com a economia de passagens de ônibus. 
Aproveitei a próxima bolacha para rir das coisas que me lembrei em seguida, as conversas, as vergonhas, as palhaçadas, cada um daqueles momentos em que minha maior preocupação era chegar em casa e assistir a Malhação. 
Nas próximas eu já estava sorrindo das lembranças e coincidentemente dirigindo pela mesma rua de anos atrás, quando eu nem imaginava que iria dirigir meu próprio carro(kkkkk), e um dia sentiria gosto de saudade na bolacha recheada de lembranças.  
Se saudade as vezes dói, outras também faz rir, alguns momentos merecem ter cheiro, gosto e trilha sonora, e assim serem lembrados para sempre! 

Pri Fontoura

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Socialmente incorreta.


Andei avaliando minha vida social...
Mas que vida?
Que social?
Eu não saio com os amigos, e não vou em festas, opa! Espera aí...
Que amigos?!
Eu não gosto de pessoas ao meu redor, (sinto informar, é a mais pura verdade) e não gosto de socializar.
Eu recebo convites para jantar, dançar, visitar, e até poderia tentar ser mais amigável, mais sociável, pelo bem da minha INATIVA vida social! 
Mas para quê???!

Eu lembro quando os amigos se reuniam na rua, ok, nem tão amigos, mas os vizinhos, os conhecidos, jogavam conversa fora, brincavam, e lá se ia a madrugada. 
Quando você podia entrar na casa do seu AMIGO(A) e abrir a geladeira, comer o que tinha lá dentro e mesmo que só tivesse água ele ainda seria seu amigo.
Lembro de não me importar se meus amigos tinham um iphone 1,2,3,4,5 ou 6. Eles nem precisavam ter celular porque eu gritava pelo muro, ou fazia a volta na quadra. 

Eu não me importava se eles tinham cachorros no quintal e pelo nas roupas, porque eu também tinha e eu adorava saber que eles eram gente como eu.
Não fazia diferença nenhuma se na casa dos meus amigos, tinham 2 ou 3 quartos, se na garagem cabia 1 ou 5 carros, nem tão pouco me importava que eles tivessem carro, ou se o carro era do ano, automático ou manual. Eu não tinha inveja quando meus amigos viajavam, e muitas vezes eu até ia junto.
Eu tinha vida social, eu fazia visitas, eu recebia visitas, eu ia a festas de aniversário, eu passava o dia todo com alguns deles e no final da tarde sempre me lembrava de mais algum assunto para não chegar a hora de dizer tchau. E sabíamos que nos veríamos no outro dia.
Pensei muito a respeito dessa tal de vida social, e percebi que conforme o tempo foi passando fui deixando de acreditar nas pessoas, fui perdendo o interesse em ter muitas pessoas me cercando e passei a dar valor a coisas simples, como um bom café, um bom livro, um filme qualquer, e principalmente as pessoas que se mantiveram ao meu lado nesse tempo, mesmo quando eu não tinha o celular, ou a roupa da moda, mesmo quando eu quis ser solitária em minhas diferenças, e deixei de ouvir as músicas que todos ouviam e freqüentar os lugares aonde todos iam...
Eu não me importo com o tamanho da conta bancária dos meus amigos de verdade, nem com a marca do carro, ou se eles ainda pegam ônibus, eu não ligo se eles tem um daqueles aparelhos de celular cheios de frescuras, ou se ele só recebe ligações e mensagens, desde que eu ainda possa falar com eles às vezes.
E eu sei que tudo era mais simples, porque não tínhamos obrigações, como trabalho, casa e família, por isso era mais social nesse tempo nem tão longe assim. 
Mas de verdade o que me transformou nessa pessoa socialmente incorreta, foi cada uma das pessoas erradas, que conheci ao longo desses anos, aqueles que se importavam com tudo, menos com o que eu realmente SOU!


E no fim dessa minha louca avaliação, eu decidi  continuar assim, socialmente separada do resto do mundo, sem festas para freqüentar, sem falsos amigos para me bajular, sem precisar lavar a louça para receber visitas que irão reparar os pratos sujos na pia. Sem gente falando por ai, o que eu tenho ou deixei de ter, porque só quero manter contato com pessoas que se importam comigo independente do meu status social.


Pricila Fontoura

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Chove em mim.


Hoje mais uma vez, reprimi meus sentimentos.
Senti as gotas de chuva no meu rosto, e a vontade de gritar o que me aperta o coração me sufocou.
Eu sei que a chuva faz falta quando a seca chega... E sei, porque é assim que arde essa vontade.
Faço referências claras em todos os passos dos meus dias, se toca alguma música, se passo em alguma rua, se olho no espelho.
Está em mim. Sou como um furacão se formando...
Sinto não poder ter feito as coisas serem certas, mas ninguém controla o destino.
Os personagens dos livros que leio conspiram contra mim, e só não são mais cruéis do que os filmes que assisto.
Parece que tudo gira ao meu redor fazendo o som que não escuto há algum tempo me assombrar. 
E lá vem de novo as nuvens diárias, cinzentas e carregadas, que choram minhas lágrimas disfarçadas em suas gotas, que deixam rasgar o céu com seus relâmpagos a raiva que rasga meu peito. Fazendo a cidade sentir na tempestade que se esparrama a confusão que me corrói.

Queria que o vento arrastasse essas nuvens levando pra onde a chuva é aguardada, tornando mais feliz o dia de outra pessoa, mesmo que para isso eu precise continuar triste...
Mesmo que para essa felicidade eu precise me manter distante, causando tempestades em outro lugar.
Chove em mim, mantenho meus passos sem medo, e deixo a água rolar...


Pricila Fontoura

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Vida Real.


Veja bem, as pessoas que realmente se importam com você estarão lá, ao seu lado preparando surpresas, se preocupando com seu bem estar, cuidando para que seus dias sejam melhores mesmo quando eles tem tudo para terminar mal. 
Em algum instante da sua vida você vai se dar conta que palavras bonitas só contam histórias. E que na verdade as palavras doloridas são as que deixam marcas, e as ditas de qualquer jeito são as que deixam memórias! 
Pode ser que leve um tempo, mas quando você entender vai distinguir quem precisa de você ao lado, por pura companhia, como parte do ar que respira, e quem "precisa" te manter ali por ego, você vai perceber e talvez vá doer, que deixou de atender algumas pessoas renunciou muitas vezes á belos acontecimentos, para ser "feliz" de mentirinha com sonhos impossíveis!  
Abra seus olhos, ainda da tempo, viva de verdade por pessoas de verdade.Exija em sua vida nada menos do que memórias reais! Viva o sua própria história! 

Pri Fontoura

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Decepção




Não é que a vida seja ruim são as expectativas que criamos que são boas demais!
Esperar que o outro seja, o mundo aconteça, que as coisas simplesmente saiam como imaginamos, é definitivamente a melhor forma de se decepcionar.
Expectativas são o banho de água fria que a vida nos prepara! 

Sofrer com algo que não deu certo quando não havia indicio algum de que a coisa de fato era real.
Ver nos olhos dos outros o reflexo do brilho dos seus e imaginar que é uma retribuição é um suicídio lento e doloroso dos sentimentos falhos que  desperdiçamos.
Ah as reações... elas são os momentos verdadeiros, pelos quais ansiamos.
você reage bem ou mal, mas sempre diz a verdade, mostra o que sente e depois possivelmente se culpe por isso. 
Não escolhemos decepcionar ninguém as pessoas esperam de nós o que elas querem, não prometemos nada a ninguém, e não podemos cumprir promessas que não fizemos! 
Assim conscientemente sei que quando choro de ódio por me sentir imbecil e fraca ao cair em mais uma decepção, não posso culpar ninguém a não ser eu! 
Vai, cria expectativas, sofre por antecedência, imagina que o mundo é perfeito e que tudo vai dar certo, implora por coisas que não existem, e depois chora, porque é disso que a vida é feita, de expectativas e decepções, de curativos e remendos que só você sabe, só você pode ver! 

Pri Fontoura. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uma onda de tempo...


É como uma onda, que se forma lentamente e toma uma proporção enorme sugando para si aquilo que está em seu caminho e de repente arrebenta com força na areia fina, jogando em cima dela tudo aquilo que havia sugado... tempo... é assim que eu vejo suas artimanhas. 
Perdendo a noção da falta que faz, correndo instintivamente atrás de um segundo a mais! 
Presa na eterna agonia de não poder comandar as horas, nessa onda devoradora. 

Tem levado meus dias, em uma velocidade suprema, deixando um rastro de incerteza. 
Quando foi que começou?! Quando foi que terminou?! O que foi que aconteceu?! 

O tempo levou de mim todos os dias que já passaram, levou uns anos e até pessoas se foram junto, levou o sangue que escorreu mas deixou as cicatrizes que se fecharam;
Tirou a chance de refazer, de repensar, de recomeçar, do momento em que tudo começou a acabar. Mas não me tirou as lembranças, e não curou certas dores, não me levou o sorriso de criança, só me ensinou a não desperdiçá-lo.

A onda de tempo jogou em mim tantas vezes os cacos do que sucumbiu a sua força, que a areia fina da qual minhas emoções eram feitas, hoje é áspera, grossa e imutável. 
Não espero a maré baixar, espero a onda se formar, encaro de longe o tamanho do estrago que ela vai fazer. Não adianta correr, ela leva todos os dias os mesmos segundos e um a mais. Sem deixar nada que eu possa mudar. 
Uma onda de tempo, batendo a cada novo abrir de olhos.

Pricila Fontoura.
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

"Gente"...



Tem "gente" que entra na minha vida pra fazer parte por muito tempo.
"Gente" que não me pede nada, não me obriga a nada, não faz nem ideia de que é lembrado em minhas orações.
"Gente" que respeita minha aversão aos abraços.
"Gente" que é difícil, que tem gênio forte, mas que a "gente" entende; 
"Gente" á quem desejo o bem e torço pelo sucesso. 
Que quando pisa no chão já sei até com que humor está... a "gente" se conhece. 
E é engraçado, que eu sinta afinidade sem nem notar. 
"Gente" que eu gosto muito e agradeço a Deus por que faz parte da minha vida, todos os dias... até nas pequenas lembranças do dia-a-dia. "Gente"que é especial e não sabe. Mas que merece o carinho!

- Pricila Fontoura.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O Indiano - Tantas Vidas e Um Balcão.


Teve uma noite em que eu estava atordoada com tantas pessoas chegando até mim, as portas do desembarque não paravam de abrir, ainda era outono e o aeroporto não parava de funcionar durante a noite, de repente um homem, de pele morena, aparentando ser indiano, carregando suas malas e com um celular na mão me pedia, em inglês, insistentemente para que eu o ajudasse a ligar para alguém.
Preciso dizer que eu não falo uma única palavra em inglês, embora não sei como, eu entendo muito do que eles tentam dizer, eu acredito que seja a linguagem corporal, a forma de falar se movendo que me faz entender, mas eu não sei dizer NADA e ai vem o problema como explicar que eu não conseguiria ligar em um telefone celular.
Bom enfim, eu não sei como entendi o que ele pediu, nem como expliquei o que estava passando, peguei meu celular para fazer a ligação ai precisei de mais ou menos uns 5 minutos para conseguir ligar, porque meu celular estava com defeito e acreditem bem naquela hora ele decidiu parar de funcionar, liguei e desliguei ele umas 20 vezes até que finalmente consegui ver algo na tela, o suficiente para conseguir digitar os números e realizar a ligação.
Do outro lado da linha uma mulher atendeu, normalmente afinal meu número era qualquer um desses com mesmo DDD que o dela, poderia ser apenas um engano, mas não, seu amigo de quem eu não sabia nem o nome havia me pedido para ligar,  pedi um momento e ele seguiu falando em inglês do meu aparelho com ela, ele me pediu para dizer onde estávamos, expliquei onde, e ela imediatamente disse que estava nos vendo e iria nos encontrar.

Ela me agradeceu, ele me agradeceu, e tentou falar português OBRIGADO muito torto mas disse, me perguntaram quanto custou e lógico que não cobrei uma ligação de R$0,25. Não ficaria mais rica nem mais pobre com isso, mas fiquei feliz de ajudar.  Eu não descobri de onde ele era afinal, mas aquele jeito não enganava era indiano com certeza.  Eles se foram, e nunca mais os vi por ali como tantos outros.

Pricila Fontoura

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Detalhes do inicio.

      
Era uma manhã de outono e ela passava por momentos difíceis em sua vida, assim que os primeiros raios de claridade apareceram saiu de casa sem rumo em busca de um motivo para insistir em suas escolhas seus pensamentos embaralhados faziam-na parecer desorientada, andando pelas ruas passando por todos como se não houvesse ninguém ao seu redor, a garota caminhava com o olhar fixo ao chão como se as pedras no caminho fossem a única coisa que lhe interessasse, e ao certo não as pedras, mas as complicações que vinha enfrentando é o que lhe tiravam o brilho. Aquela estava sendo uma manhã de pensamentos contraditórios todas as verdades, todas as idéias, os planos que traçará até então estavam perdidos, envoltos em confusão, medos e desconfiança. Aquele rosto antes tão cheio de vida mal se via no espelho há algum tempo, as roupas coloridas haviam sido trocadas por calças jeans comum e camisetas de cores tristes, usava naquela manhã de sol frio e vento leve uma calça já um pouco velha, uma camiseta cinza e uma jaqueta preta de mangas tão compridas que lhe escondiam as mãos e as unhas roídas, os cabelos tingidos já aparecendo mais que um palmo da raiz castanha mostrava claramente que não era uma de suas melhores épocas, carregava apenas uma mochila azul já desbotada pendurada no braço direito. 
      Enquanto o olhar vagava pelo caminho, o vento lhe jogava os cabelos ao rosto o que por um segundo fez com que a garota olhasse para cima e lá estava ela prestes a entrar em uma misteriosa e estranha aventura, seria um lugar comum em qualquer outro dia, a sua frente um prédio antigo com arquitetura do inicio do século XIX, alguns degraus e uma porta dupla de madeira maciça.

Pricila Fontoura

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vou voar.




Quando tudo parece perdido brota de onde já não havia nada, mais um botão de esperança.
E eu pensei em desistir tantas vezes quanto pude. 
Mas meu caminho tem provas, pequenos desafios que me testam, me enlouquecem.
A cada vitória minha vontade é sentir o vento bater nos cabelos a voz se expandir num grito e ecoar minha alegria pelos sete cantos do mundo.
Queria cantar por ai, que amo mesmo, e meu amor não tem fim.
Queria dizer sem receio que agora é pra sempre e nada vai me impedir. 
Acordo no meio da tarde com os olhos brilhando e um sorriso no rosto, lembrando dos sonhos que quero viver.
É só mais um teste da vida, mais uma prova desse caminho. 
Surpresas que alguém preparou.
 Vou saltar do lugar mais alto abrir os braços contra o vento e deixar minha alma se entregar a sua natureza...
vou voar, vou encontrar a paz do mais longe possível de onde espero agora, o relógio me roubar mais um dia.
Vou ser feliz, não só por hoje, mas amanhã também, e no outro dia que vem.
E ai vou poder gritar, deixar bem claro que eu nasci para amar. 
Que eu só quero ser feliz, e que nenhuma estrada de pedras vai me impedir de chegar tão alto quanto possa ver! 


Pri Fontoura



Só alguns devaneios! 


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Possessão.


Eu preciso te devorar e não é seu corpo que eu quero.
Preciso me deliciar com sua essência.  Quero tudo que você é.  
Quero experimentar cada pedacinho seu que o mundo jamais terá acesso.
Precito TE AMAR intensamente e incansável ate que nao me restem mais perguntas à te fazer. 
Ate que eu seja a maior enciclopédia viva sobre você.
E quero que seja agora, calma e lentamente. 
Como se não houvesse um amanhã, apenas eu e você,  meu ego, meu reflexo,  meu improvável pedaço que tanto me fez falta.
Quero acariciar até a atmosfera ao seu redor pois ela extrai de você partículas que me pertencem. 
Preciso respirar você,  te encontrar nas entrelinhas dos textos que escrevo, pra ter certeza que não me escapa nem por um segundo.
E se ao fim de tudo puder suspirar teu último suspiro. Secar tua última lágrima e me embaraçar uma última vez nos teus braços.  Terei sido completo... em uma única vida, onde duas se cruzaram.
E quando de nós como somos hoje só restarem lembranças.  Peço a Deus que deixe que nossas almas passem a eternidade juntas.

Pricila Fontoura

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Busca eterna do amor.


Era mais uma noite qualquer onde a lua brilhava isolada, tão fria sobre o telhado que já pendia em um dos cantos do antigo casebre.
Podia ter sido apenas mais um simples devaneio, mas havia mais alguém lá.
Alguém que o coração reconhecia e os olhos estreitos observavam apenas os contornos sombreados pelo luar. 
Em algum lugar no inconsciente os corpos se tocaram e deram inicio ao incêndio que tomou conta do local, era a primeira vez que se encontravam e ambos suspiraram um encontro inesperado no local onde um dia foi marcado pela dura separação.
O fim de vidas passadas que atravessaram a eternidade até naquele instante explodirem em perfeição.
Traziam a marca dos anos levados, na alma a cicatriz dos séculos de desencontro, e estavam frente a frente tornando o olhar a porta para aquilo que seus corpos terrenos nem sequer suspeitavam.
Foi acima de qualquer dúvida a transgressão á todas as dores já sentidas.
Almas amantes que renascem errantes em busca uma a outra, trocando olhares na tentativa cega que os olhos brilhem para pessoa certa.
A lua testemunhou a embriagante confissão dos erros passados, quando ao simples toque das mãos os corpos arrepiados deram sinais de paixão.... entregues ao fogo que ardia em seus peitos fundiram almas irmãs destinadas pelo universo a se encontrarem naquele lugar onde um dia se dera o fim agora se erguia o começo.
A certeza da última espera, de não mais retornar a procura, de encontrar o amor verdadeiro.

Pri Fontoura

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Entender tuas emoções.


Quero entender se me amas...
Como amas?
Se me queres, como queres?
Quero aprender a entender-te 
Saber se estás feliz.
Se estás triste, e o que fiz.
Ver em teus olhos as respostas.
Quero que se abras comigo.
Me faça um amigo.
Me conte seus planos e segredos.
Quero entender-te, mais não me deixas aproximar.
Sem entender ainda sigo a te amar.


Pricila Fontoura
Em algum momento de 2003.


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