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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ela renasce em mim.


Houve um tempo em que desperdicei palavras, jogava ao vento todo e qualquer sentimento, eu evolui, eu me contive eu busquei aprender a segurar a angústia dentro de mim.
E eu transbordo o que sinto muitas vezes em palavras escritas, outras só em pensamentos, ainda assim as vezes me dói, me afronta tão de perto a insignificância que eu tenho frente alguns acontecimentos, que reajo, jogando pedras e ferindo outros.
Não é pensado não é proposital, é impulsivo, sou eu tentando quebrar as correntes do adestramento, a prisão que me mantém submissa, que me torna "educada" e sociável.
Eu sorrio, eu sempre estou pronta, eu sempre aceito tudo, até quando realmente não quero, eu faço o que ninguém mais faz, e não posso pedir nada em troca, pois isso é uma coisa minha, está aqui tão fundo, que já mais descobrirei como entrou, eu gosto de ser "útil".
Mas as vezes choro. Como agora.
AS lágrimas não são em si a tristeza que me consome, mas a decepção que paira em meus pensamentos, confusos, será que eu não mereço? NADA!!!! 
As é vezes é só uma companhia, só um crédito, mas sou sempre a culpada por coisas que nem sei como acontecem, sou sempre apontada se não como o problema, como o motivo, e se não os dois, como quem tem a OBRIGAÇÃO de resolver.
"-Não posso" - eu digo a mim mesma.
Mas não sei dizer não, não dessa forma, não para essas coisas. E acabo sempre suprindo de um jeito quase impossível o que quer que seja o desastre, tirando forças da raiz de minha alma, onde penso, já não existir mais animo, se ergue novamente aos trancos e barrancos, para levantar mais uma vez.
Estufo o peito de forças, energias não sei de onde, que nem cabem em mim.
É confuso, eu sei. 
Eu sinto! Não todos os dias, não todo o tempo, mas quando vem, arrebenta, estraçalha o que quer que existisse antes dentro de mim.
No fim após secar as lágrimas acima dos escombros do que um dia fui EU, lá está uma nova menina, sempre, e sempre mais nova, mais forte, mais corajosa, mais determinada, e mais mulher que a anterior. 
Ela renasce em mim, vez ou outra após a guerra que travo inquietantemente na solidão da minha intimidade, ela sobrevive e se recupera até que seja sua vez de deixar que outra renasça.
Não como uma fênix. Mas como um espelho quebrado que foi colado, para lembrá-la de como agir, todas as vezes que se refizer as marcas anteriores ainda estarão lá! 

Pricila Fontoura

Um comentário:

  1. Francamente um dos textos mais emocionais e cheio de forças que li nos últimos tempos, me lembrou de uma amiga de quem gosto mto. Gostei, principalmente do trecho em que você diz que sente, não sempre, mas que quando vem estraçalha!
    Esse texto é cheio de emoção e intensidade. Show!

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