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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Busca eterna do amor.


Era mais uma noite qualquer onde a lua brilhava isolada, tão fria sobre o telhado que já pendia em um dos cantos do antigo casebre.
Podia ter sido apenas mais um simples devaneio, mas havia mais alguém lá.
Alguém que o coração reconhecia e os olhos estreitos observavam apenas os contornos sombreados pelo luar. 
Em algum lugar no inconsciente os corpos se tocaram e deram inicio ao incêndio que tomou conta do local, era a primeira vez que se encontravam e ambos suspiraram um encontro inesperado no local onde um dia foi marcado pela dura separação.
O fim de vidas passadas que atravessaram a eternidade até naquele instante explodirem em perfeição.
Traziam a marca dos anos levados, na alma a cicatriz dos séculos de desencontro, e estavam frente a frente tornando o olhar a porta para aquilo que seus corpos terrenos nem sequer suspeitavam.
Foi acima de qualquer dúvida a transgressão á todas as dores já sentidas.
Almas amantes que renascem errantes em busca uma a outra, trocando olhares na tentativa cega que os olhos brilhem para pessoa certa.
A lua testemunhou a embriagante confissão dos erros passados, quando ao simples toque das mãos os corpos arrepiados deram sinais de paixão.... entregues ao fogo que ardia em seus peitos fundiram almas irmãs destinadas pelo universo a se encontrarem naquele lugar onde um dia se dera o fim agora se erguia o começo.
A certeza da última espera, de não mais retornar a procura, de encontrar o amor verdadeiro.

Pri Fontoura

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