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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Chove em mim.


Hoje mais uma vez, reprimi meus sentimentos.
Senti as gotas de chuva no meu rosto, e a vontade de gritar o que me aperta o coração me sufocou.
Eu sei que a chuva faz falta quando a seca chega... E sei, porque é assim que arde essa vontade.
Faço referências claras em todos os passos dos meus dias, se toca alguma música, se passo em alguma rua, se olho no espelho.
Está em mim. Sou como um furacão se formando...
Sinto não poder ter feito as coisas serem certas, mas ninguém controla o destino.
Os personagens dos livros que leio conspiram contra mim, e só não são mais cruéis do que os filmes que assisto.
Parece que tudo gira ao meu redor fazendo o som que não escuto há algum tempo me assombrar. 
E lá vem de novo as nuvens diárias, cinzentas e carregadas, que choram minhas lágrimas disfarçadas em suas gotas, que deixam rasgar o céu com seus relâmpagos a raiva que rasga meu peito. Fazendo a cidade sentir na tempestade que se esparrama a confusão que me corrói.

Queria que o vento arrastasse essas nuvens levando pra onde a chuva é aguardada, tornando mais feliz o dia de outra pessoa, mesmo que para isso eu precise continuar triste...
Mesmo que para essa felicidade eu precise me manter distante, causando tempestades em outro lugar.
Chove em mim, mantenho meus passos sem medo, e deixo a água rolar...


Pricila Fontoura

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