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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Desânimo.



Estava tudo calmo, até de mais, fiz das páginas de 3 livros historinha de ninar.
Prendi meus dedos nos cabelos, mordi as unhas, revirei o olhar, em busca de algo que me arrancasse aquela monotonia tentei mudar.
Contava mentalmente cada um dos 60 segundos que cabem em 1 minuto. E cada minuto que se passava torturava meu desapontamento com um dia repleto de nada por todos os lados.
Foi quando te encontrei,
que meu olhar perdido, desfoque e esverdeado, tomou rumo.
Aquela linha tênue que se formou entre nós, tão inconstante...
Mal eu sabia que de tudo ao teu encontro eu não iria.
Que na busca do acaso eu tropecei, desviei do meu destino enfraqueci.
Deixei o caos se corromper dentro de mim, a angústia me dominar, me enfurecer, despi-me de todo pudor, toda bondade ou beleza e por fim joguei o corpo inerte no tempo, cai em um longo despertar fazendo o sangue retornar ao seu lugar, trazendo a vivacidade á minhas veias, voltando, refazendo, retornando, repensando, requerendo o que abandonei por prazer.
Deixando o abismo num canto qualquer escondido no silêncio escuro das prateleiras dos meus livros, nas memórias que não apago.

Pricila Fontoura. 



2 comentários:

  1. oi Pri

    grande coisas acontecem nestes momentos de distração.

    bjokas =)

    ResponderExcluir
  2. Nossa, geralmente quando estou num momento assim, os livros conseguem amainar o sentimento e me levam a otimos mundos, me fazendo viver grandes aventuras.
    Otimo texto!

    ResponderExcluir

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