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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uma onda de tempo...


É como uma onda, que se forma lentamente e toma uma proporção enorme sugando para si aquilo que está em seu caminho e de repente arrebenta com força na areia fina, jogando em cima dela tudo aquilo que havia sugado... tempo... é assim que eu vejo suas artimanhas. 
Perdendo a noção da falta que faz, correndo instintivamente atrás de um segundo a mais! 
Presa na eterna agonia de não poder comandar as horas, nessa onda devoradora. 

Tem levado meus dias, em uma velocidade suprema, deixando um rastro de incerteza. 
Quando foi que começou?! Quando foi que terminou?! O que foi que aconteceu?! 

O tempo levou de mim todos os dias que já passaram, levou uns anos e até pessoas se foram junto, levou o sangue que escorreu mas deixou as cicatrizes que se fecharam;
Tirou a chance de refazer, de repensar, de recomeçar, do momento em que tudo começou a acabar. Mas não me tirou as lembranças, e não curou certas dores, não me levou o sorriso de criança, só me ensinou a não desperdiçá-lo.

A onda de tempo jogou em mim tantas vezes os cacos do que sucumbiu a sua força, que a areia fina da qual minhas emoções eram feitas, hoje é áspera, grossa e imutável. 
Não espero a maré baixar, espero a onda se formar, encaro de longe o tamanho do estrago que ela vai fazer. Não adianta correr, ela leva todos os dias os mesmos segundos e um a mais. Sem deixar nada que eu possa mudar. 
Uma onda de tempo, batendo a cada novo abrir de olhos.

Pricila Fontoura.
 

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